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Dicas para a sucessão familiar dentro da sua empresa

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sucessão familiar
Tempo de leitura: 8 min

De acordo com dados estatísticos que foram levantados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, o SEBRAE, atualmente aproximadamente 90% das empresas brasileiras são negócios familiares.

Diante dessa realidade, é importante realizar um bom planejamento de sucessão familiar para que o negócio em questão consiga sobreviver no mercado a longo prazo, e não somente durante o tempo em que os seus fundadores originais estiveram na gestão do mesmo.

Portanto, para saber como é possível planejar a sucessão familiar dentro da sua empresa, continue lendo esse artigo. Afinal, as empresas familiares ocupam uma boa parte do mercado corporativo e devem ser analisadas dentro das suas especificidades.

As dicas que serão apresentadas logo a seguir são muito úteis para que a sucessão familiar dentro de uma empresa, ocorra de acordo com os preceitos mais éticos e favoráveis possíveis.

Quando a Sucessão Familiar deve começar na empresa?

A combinação de um negócio e família nem sempre é uma relação muito fácil de ser administrada. Porém, é claro que a empresa familiar é um tipo de negócio muito popular aqui no Brasil. Além disso, as empresas familiares são ambientes mais propícios para aplicar um método muito inovador de gestão, que é a Gestão Humanizada.

De fato, muitos empresários brasileiros já estão acostumados com essa prática de passar uma empresa de geração para geração. Mas é fato também que essa sucessão nem sempre acontece da forma como deveria, prejudicando o negócio como um todo.

Uma situação muito comum de acontecer é o cenário em que uma empresa é passada para uma nova geração da família e a cultura original do negócio é interrompida. Quando isso acontece, os princípios empresariais são modificados, sendo por muitas vezes descontinuados, seja pela falta de preparo dos novos gestores ou por outros fatores externos que poderiam ser aqui citados.

A partir desse ponto e para evitar que o negócio se dissolva diante das circunstâncias das mudanças que acontecem durante o processo de sucessão familiar, torna-se muito importante fazer um trabalho competente de sucessão da gestão antiga para uma nova gestão, para que as discrepâncias entre a administração anterior e a atual não tragam prejuízos ao negócio, mas sim benefícios.

Para responder à pergunta do subtítulo desta seção, podemos afirmar, com toda a certeza, que a sucessão familiar deve começar a ser planejada antes mesmo de sua necessidade ser percebida. Afinal, nunca se sabe quando um plano de sucessão familiar deverá ser colocado em prática.

Por esse motivo, a partir do momento em que uma empresa for reconhecida como familiar, é possível começar um plano de sucessão familiar, ainda que a gestão tenha consciência de que este será um plano para ser usado a longo prazo, e não no momento presente.

O plano de sucessão familiar não deve ser pensado apenas quando essa sucessão se fizer necessária. Pelo contrário, essa é uma situação que pode ser pensada previamente.

Quando o gestor se antecipa, a sucessão familiar tende a acontecer de forma mais tranquila, uma vez que o aspecto de urgência é eliminado e o plano pode ser criado de acordo com critérios que foram pensados com cuidado e sem pressa.

Todo e qualquer planejamento deve ser realizado por etapas. E essas etapas devem ser monitoradas e ajustadas conforme as mudanças que o mercado apresenta em termos de tendências e métodos de gestão.

Dessa forma, você consegue preparar o seu negócio não apenas para o mercado atual, mas também para as transformações de mercado que podem acontecer no futuro.

A escolha de um sucessor para a empresa

É válido ressaltar que o processo de sucessão familiar dentro de uma empresa não envolve apenas os fatores de gestão, mas também fatores emocionais.

Afinal, estamos falando de um negócio que será passado para um dos membros que compõem o grupo familiar.

Nesse sentido, é também muito comum perceber alguns conflitos familiares surgindo durante esse processo. Por envolver questões tanto emocionais quanto mercadológicas, o surgimento de conflitos é até esperado. Porém, é preciso minimizar o impacto desses conflitos para que o processo de sucessão familiar não seja descaracterizado.

Para resolver os conflitos que podem surgir durante uma sucessão familiar, uma boa opção é a intervenção de um profissional especializado nesse assunto. Pode ser um profissional do direito, um gestor experiente nesses casos de sucessão, ou até mesmo um profissional de longa data na empresa e que pode ter uma visão de fora sobre quais são os melhores caminhos que podem ser seguidos nesse processo de mudança para uma nova gestão.

O importante é que o profissional especializado seja capaz de fazer uma análise profunda da atual gestão da empresa para dar as melhores sugestões para o grupo de herdeiros do negócio. Aliás, esse é um importante ponto a ser ressaltado. Apesar da interferência de um profissional, é fundamental entender que este deve ser o responsável pelas sugestões que podem ou não ser aceitas pelo grupo familiar.

A contratação de um profissional para intervir no processo de sucessão familiar deve ter um caráter de auxílio, e não de imposição. Este profissional terá mais uma atuação de mediação do que de autoridade. Por isso, é importante escolher um profissional que tem um perfil conciliador, para que esse processo seja bem-sucedido e com o menor número de conflitos que for possível.

À medida que os rituais de sucessão familiar vão acontecendo, é importante identificar quais são os membros do grupo familiar que tem mais afinidade e facilidade para cada uma das funções da empresa, atribuindo a figura de liderança para o herdeiro que tiver mais compreensão do que o cargo representa e dos desafios que a gestão do negócio exige daquele que vai assumi-la.

O planejamento de uma sucessão familiar deve ser dividido em objetivos de curto, de médio e longo prazo, considerando o sistema de gestão que já existe na empresa. Para isso, é preciso fazer uma análise dos cenários externos e internos em que o negócio está inserido.

Se isso for feito, você conseguirá garantir a transferência do patrimônio com um menor custo tributário, mantendo o poder de decisão alinhado com os principais propósitos da empresa e a livre administração dos bens da parte do sucessor, quando assim for necessário.

Gestão Compartilhada do Negócio – Um caminho possível

É importante sempre lembrar que a sucessão familiar dentro de uma empresa é melhor colocada em prática quando ela acontece de forma transitória. Ou seja, aos poucos. Nesse sentido, um método que muitas empresas tem adotado nos últimos anos é a questão da Gestão Compartilhada do Negócio.

Nesse processo de gestão compartilhada, o atual presidente da empresa divide as suas funções com aqueles que ele acredita que tem alguma chance de serem contemplados no processo de sucessão familiar.

Dessa forma, o atual gestor tem a chance de compartilhar conhecimentos com os seus futuros sucessores enquanto a sua administração ainda está em andamento. Quando isso acontece, os sucessores conseguem ter uma vivência à frente do negócio que dificilmente será conquistada quando a gestão atual não estiver mais em atividade.

Por isso, é tão importante pensar a sucessão familiar antes de ela se tornar um processo urgentemente necessário.

Quando a sucessão familiar conta com planos prévios, tudo pode ser elaborado com mais paciência e compreensão dos métodos de gestão, que podem ser adotados no presente e no futuro.

O impacto da sucessão familiar na prática

A convivência entre o atual gestor e os possíveis sucessores é importante no sentido de compartilhamento de liderança. Essa situação pode muito favorecer o preparo dos futuros gestores da empresa, já que essa capacitação é feita com a fonte original do conhecimento do negócio. Nesse caso, o seu fundador original. Ou seja, o dono da empresa.

A experiência profissional e as vivências pessoais do profissional que criou e levantou a empresa no mercado é muito valiosa. Afinal, trata-se de um capital intelectual que o negócio pode não conseguir atingir quando este gestor já não estiver mais atuando em sua função.

Portanto, é fato que o processo de sucessão familiar tende a ser realizado com sucesso, quando o sucessor consegue combinar o capital intelectual que adquiriu da gestão anterior. Cominando com as novas ideias e os métodos inovadores que podem ser aplicados na organização.

Para que o processo de sucessão familiar alcance os melhores resultados para o negócio, o dono da empresa e os seus sucessores devem ter visões semelhantes sobre o mercado. Isso não significa que a gestão atual e a futura gestão devem usar as mesmas metodologias.

Porém, o esforço para alinhar os objetivos é válido, especialmente para que tudo o que foi construído até então não seja ignorado na nova administração.

Essas foram apenas algumas dicas para aplicar a sucessão familiar dentro da empresa com mais possibilidades de sucesso.

Uma vez que os sucessores entendem que há um legado anterior que deve ser respeitado, e que a administração anterior tem um perfil e características que podem ser aproveitadas, essa transição de uma nova gestão para o negócio tende a acontecer sem muitas dificuldades e com maior fluidez.

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